domingo, 13 de fevereiro de 2011

O que são os Fluidos no Espiritismo?

Os fluidos são o veículo do pensamento dos Espíritos, tanto encarnados quanto desencarnados.

Todos estamos mergulhados no fluido cósmico universal, substância básica da Criação, que varia da imponderabilidade até a ponderabilidade.
Os fluidos espirituais estão impregnados dos pensamentos dos Espíritos, portanto varia de qualidade ao infinito.
A atmosfera fluídica é formada pela qualidade dos pensamentos nela predominantes.


há uma matéria elementar primitiva, uma substância original, que emana do Criador.
Seria uma espécie de "hálito do Criador", numa comparação vulgar.
É o plasma divino, ou força nervosa do Criador, que assume dois estados:

a) de eterização (natureza pura) = estado primitivo normal que propicia os fenômenos do mundo invisível;
b) de materialização (natureza mais grosseira) = conseqüência do primeiro e propicia os fenômenos materiais.

Essa matéria elementar, primitiva, conhecida como fluido cósmico universal, é suscetível, com as inúmeras combinações com a matéria e sob ação do espírito, de sofrer variações ao infinito e produzir toda a variedade de elementos ou coisas conhecidas ou desconhecidas ainda, ou fenômenos explicados ou ainda inexplicados.
Interessante pensar que na realidade, a solidificação da matéria não é mais do que um estado transitório do fluido universal.

Mas aí surge outra questão:

Estamos habituados no estudo do Espiritismo a encontrar as expressões

Fluido magnético,
Fluido elétrico,
Fluido material,
Fluido espiritual
Fluido vital.

Na verdade, todos são combinações ou transformações do mesmo fluido primitivo acima citado.

O fluido perispíritico, por exemplo, é o agente dos fenômenos espíritas que se produzem pela ação recíproca dos fluidos que emitem o médium e o espírito comunicante.

Já o perispírito, ou corpo fluídico, por sua vez, que se forma com o fluido universal de cada globo , é também uma condensação do fluido cósmico universal em torno da alma, pois os espíritos são a individualização do princípio inteligente.
E mais, o próprio corpo carnal também tem origem no fluido cósmico – como matéria original –, e ambos (corpo e perispírito) são matéria, ainda que em estados diferentes e o perispírito seja semi-material para os conceitos humanos.

Porém, a natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do espírito.

Em resumo, tudo o que existe é transformação dessa matéria elementar primitiva.

Há o espírito, a matéria e este fluido cósmico universal, que conforme resposta à questão 27, de O Livro dos Espíritos ,
"(...) é fluido, como a matéria é matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima (...)".

Voltemos, porém, aos diversos adjetivos colocados na palavra fluido, como indicado no segundo parágrafo anterior, e recorrendo agora à Revista Espírita.
Observemos o pensamento do Codificador, referindo-se aos fluidos espirituais:

"(...) Quem quer que traga os pensamentos de ódio, inveja, ciúme, orgulho, egoísmo, animosidade, cupidez, falsidade, hipocrisia, murmuração, malevolência, numa palavra, pensamentos colhidos das más paixões, espalha em torno de si eflúvios fluídicos que reagem sobre os que o cercam.

Ao contrário, na mesma assembléia em cada um só trouxe sentimentos de bondade, caridade, humildade, devotamento desinteressado, benevolência e amor ao próximo, o ar é impregnado de emanações salutares em meio às quais sente viver mais à vontade (...)

Os fluidos espirituais representam um importante papel em todos os fenômenos espíritas, ou melhor, são o princípio mesmo desses fenômenos (...)"

Sobre fluido magnético, expõe Kardec
"(...) Sabe-se que o fluido magnético ordinário pode dar a certas substâncias propriedades particulares ativas. (...) não há, pois, nada de admirar que possa modificar o estado de certos órgãos; mas compreendam igualmente que sua ação, mais ou menos salutar, deve depender de sua qualidade; daí as expressões ‘bom ou mau fluido; fluido agradável ou penoso’(...)". Sobre fluido magnético, sugerimos ainda a matéria Campo Magnético .
Outra expressão bastante usada é fluido vital.

"(...) Desde que o fluido vital, emitido de alguma forma pelo espírito, dá uma vida factícia e momentânea aos corpos inertes; desde que outra coisa não é o perispírito senão o próprio fluido vital, segue-se que, quando encarnado, é o espírito que dá vida ao corpo, por meio de seu perispírito: fica-lhe unido enquanto a organização o permite; e, quando se retira, o corpo morre (...)" 
 E ainda: "(...) O fluido vital é indispensável à produção de todos os fenômenos medianímicos, é apanágio exclusivo do encarnado e, por conseguinte, o espírito operador é obrigado a impregnar-se dele (...)"
. O Espírito São Luiz também explica o mesmo tema: "(...) Ele envolve os mundos: sem o princípio vital, nada viveria.
Se uma pessoa subisse além do envoltório fluídico dos globos, pereceria, porque seu envoltório fluídico dele se retiraria, para juntar-se à massa.
Esse fluido vos anima, é ele que respirais. (...)".

De qualquer ângulo que os analisemos, perceberemos que eles são o veículo, o transmissor do pensamento e adquirem as qualidades ou as características do pensamento ou das impressões que o conduz.

Elemento neutro, sofre a ação da vontade

A verdade é que os espíritos atuam sobre os fluidos, não manipulando-os como os homens, mas empregando o pensamento e a vontade.
Para os espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem.
Neste processo, eles imprimem direção, aglomeram ou combinam, ou dispersam; organizam aparências, formas, coloração. Isto tudo pela intenção ou pensamento, de forma consciente ou inconsciente.
Aí está a origem das regiões umbralinas ou trevosas, das colônias espirituais e a ação dos construtores celestes – na formação dos mundos ou na condução dos seres vivos –, das ocorrências de imagens plasmadas em reuniões mediúnicas para socorro de espíritos em desequilíbrio; também da proteção fluídica superior ou de verdadeiros cercos fluídicos organizados por obsessores.

Também está aí a atmosfera espiritual de encarnados, a ocorrência do processo obsessivo ou os benefícios da fluidoterapia.
Como também as sensações de paz, harmonia, entusiasmo ou desânimo, mal estar, causados por influências espirituais.

E até as modificações causadas no perispírito, como num espelho, das imagens criadas pela força do pensamento.
Enquadram-se neles também as reflexões sobre vibrações à distância, curas, manifestações de fenômenos físicos (movimento de objetos e outros), vestuário dos espíritos e outros temas que se podem estudar inclusive no capítulo VIII de O Livro dos Médiuns: Laboratório do Mundo Invisível.

Vamos para exemplos simples do cotidiano:

a) Pensemos na influência benéfica ou constrangedora de um espírito junto a um encarnado;

b) Pensamos numa pessoa e o telefone toca: é a própria pessoa em quem pensávamos.

Ambos os casos revelam a transmissão de fluidos espirituais ...
E, para concluir, deixemos a palavra ao Codificador Allan Kardec:
"(...) A qualificação de fluidos espirituais não é rigorosamente exata, uma vez que, em definitivo, é sempre da matéria mais ou menos quintessenciada.
Não há de realmente espiritual senão a alma ou princípio inteligente.
São assim designados por comparação, e em razão, sobretudo, de sua afinidade com os Espíritos.
Pode-se dizer que são a matéria do mundo espiritual : é por isso que são chamados fluidos espirituais (...)".



Allan Kardec:

“Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável” 
 (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).

Vimos que o pensamento exerce uma poderosa influência nos fluidos espirituais, modificando suas características básicas.
Os pensamentos bons impõem-lhes luminosidade e vibrações elevadas que causam conforto e sensação de bem estar às pessoas sob sua influência.
Os pensamentos maus provocam alterações vibratórias contrárias às citadas acima.
Os fluidos ficam escuros e sua ação provoca mal estar físico e psíquico.

Pode-se concluir assim, que em torno de uma pessoa, de uma família, de uma cidade, de uma nação ou planeta, existe uma atmosfera espiritual fluídica, que varia vibratoriamente, segundo a natureza moral dos Espíritos envolvidos.

À atmosfera fluídica associam-se seres desencarnados com tendências morais e vibratórias semelhantes.
Por esta razão, os Espíritos superiores recomendam que nossa conduta, nas relações com a vida, seja a mais elevada possível.
Uma criatura que vive entregue ao pessimismo e aos maus pensamentos, tem em volta de si uma atmosfera espiritual escura, da qual aproximam-se Espíritos doentios.
A angústia, a tristeza e a desesperança aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos morais de Jesus.

“A ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais tem conseqüências de importância direta e capital para os encarnados.
Desde o instante em que tais fluidos são o veículo do pensamento; que o pensamento lhes pode modificar as propriedades, é evidente que eles devem estar impregnados das qualidades boas ou más, dos pensamentos que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou impureza dos sentimentos” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).

À medida que cresce através do conhecimento, o homem percebe que suas mazelas, tanto físicas quanto espirituais, é diretamente proporcional ao seu grau evolutivo e que ele pode mudar esse estado de coisas, modificando-se moralmente.
Aliando-se a boas companhias espirituais através de seus bons pensamentos, poderá estabelecer uma melhor atmosfera fluídica em torno de si e, consequentemente, do ambiente em que vive.
Resumindo, todos somos responsáveis pelo estado de dificuldades morais que vive o planeta atualmente.

“Melhorando-se, a humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive, porque não lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus.
Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si, praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se encontrem em condições de higiene física e moral completamente outras que as hoje existentes”
(Allan Kardec - Revista Espírita, Maio, 1867).

http://www.espirito.org.br/portal/perguntas/prg-003.html
Orson Peter Carrara
http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/espiritismo/artigo210.html

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Apometria

A Apometria - do prefixo grego apo (além de) e do radical metria (medida) - é definida como um conhecimento que se propõem a estudar aquilo que estaria além das formas de medida convencionais. O termo está associado a uma prática terapêutica alternativa, de natureza espiritualista, consistente no desdobramento e na dissociação dos múltiplos corpos de que seria constituído o ser humano, mediante uma seqüência de pulsos ou comandos energéticos mentais.

A terapia foi introduzida no Brasil pelo farmacêutico e bioquímico porto-riquenho, Luis Rodrigues, que a chamava de "Hipnometria", e utilizava a técnica de contagem progressiva para obter o desdobramento anímico controlado. Na década de 1960, foi sistematizada pelo Médico José Lacerda de Azevedo (1919-1997), no Hospital Espírita de Porto Alegre, que lhe trocou o nome para "Apometria".

A terapia
Serve para ajudar na cura de problemas de comportamento que afligem as pessoas. Ou seja, pode haver um desequilíbrio espiritual ou emocional que chega até o corpo e aparece como forma indesejada de comportamento ou como doença. Sua ação fundamenta-se na existência de desdobramentos de personalidade, adquiridas nesta encarnação ou em nossas vidas passadas (outras encarnações). Os especialistas e estudiosos de apometria atuam gratuitamente em centros espíritas para fazer esta cura como intermediários entre o astral e o físico. Trabalham sobre estas diferentes reações de personalidade fazendo com que as perturbações sejam superadas pelas pessoas.

De acordo com seus preceitos, é uma espécie de energia, direcionada pela atuação da força de vontade do condutor dos trabalhos, e impregnada de amor, canalizada na forma de "pulsos magnéticos" para tratar portadores de transtornos psicológicos, doenças genéticas de difícil resposta à terapêutica médica, ou consideradas incuráveis.


Leis da Apometria
Primeira Lei: Lei do desdobramento espiritual.
Segunda Lei: Lei do acoplamento físico.
Terceira Lei: Lei da ação à distancia, pelo espírito desdobrado.
Quarta Lei: Lei da formação dos campos-de-força.
Quinta Lei: Lei da revitalização dos médiuns.
Sexta Lei: Lei da condução do espírito desdobrado, de paciente encarnado, para os planos mais altos, em hospitais do astral.
Sétima Lei: Lei da ação dos espíritos desencarnados socorristas sobre os pacientes desdobrados.
Oitava Lei: Lei do ajustamento de sintonia vibratória dos espíritos desencarnados com o médium ou com outros espíritos desencarnados, ou de ajustamento da sintonia destes com o ambiente para onde, momentaneamente, forem enviados.
Nona Lei: Lei do deslocamento de um espírito no espaço e no tempo.
Décima Lei: Lei da dissociação do espaço-tempo.
Décima Primeira Lei: Lei da ação telúrica sobre os espíritos desencarnados que evitam a reencarnação.
Décima Segunda Lei: Lei do choque do tempo.
Décima Terceira Lei: Lei da influência dos espíritos desencarnados, em sofrimento, vivendo ainda no passado, sobre o presente dos doentes obsediados.

Técnicas apométricas

Desdobramento espiritual
Pulso magnético
Dialimetria
Técnicas de sintonia psíquica com os espíritos
Dissociação do espaço-tempo
Cromoterapia mentalística
Técnica do Circo - Faiçal Baracat

A constituição setenária do ser
Na óptica da apometria, o ser humano é composto por sete corpos. São eles:

Corpo físico
Corpo etérico
Corpo astral
Corpo mental inferior
Corpo mental superior
Corpo búdico
Corpo átmico

Forças empregadas na apometria

Força mental
Segundo os preceitos da Apometria, a mente é uma "usina de força" que tem o poder ilimitado de moldar, mover e direcionar a "energia cósmica". Nesse sentido, Ramatis insistiria na idéia de que "toda magia é mental", pois é a força e a intenção de um pensamento que pode determinar se uma magia é benigna (magia branca) ou se interfere no livre arbítrio alheio, principalmente para fins egoísticos, fúteis ou prejudiciais (magia negra).

Ainda, de acordo com esta, a energia mental é de natureza "radiante". O pensamento pode ser transmitido à distância e captado de forma integral ou parcial por qualquer ser que tenha uma certa sensibilidade. Assim, o pensamento tem direção e um ponto de aplicação que é o seu objeto.

Força zeta
Segundo a Apometria, a Força Zeta, é a liberação de energia condensada de um corpo físico. Desta forma, o operador apométrico utilizaria a energia do seu próprio corpo para criar campos de força, além de inúmeras outras aplicações da energia.

wikipideia

Emmanuel

Um espírito, que se identifica como "Emmanuel", assina uma mensagem ditada em Paris em 1861, intitulada "O Egoísmo", publicada no item 11 do capítulo XI do Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec, cuja primeira edição veio a público em abril de 1864. Quando indagado se Emmanuel era o mesmo espírito que assinou esta mensagem, o médium Francisco Cândido Xavier afirmou: "Creio que sim. Conservo para mim a certeza de que ele, Emmanuel, terá participado da equipe que colaborou na estrutura da codificação da Doutrina Espírita. A mensagem intitulada 'O Egoísmo', (...) em que se faz referência a Pilatos, é de autoria do nosso benfeitor espiritual, não tenho dúvidas a este respeito" .

No dia 10 de julho de 1927, na fazenda da senhora Carmem Perácio, enquanto rezavam, Carmem ouviu uma voz de um espírito que se identificou como "Emmanuel - amigo espiritual de Chico", onde logo após o viu como "um jovem imponente, com vestes sacerdotais e aura brilhante" .

No ano de 1931 ocorreu o primeiro contato de ambos, no momento em que Chico esteve à sombra de uma árvore, à beira de uma represa, no momento em que orava. Neste momento, viu uma cruz luminosa, percebendo a figura de um senhor que vestia uma túnica sacerdotal. Ocorreu então o famoso diálogo entre Chico e Emmanuel



- Está mesmo disposto a trabalhar na mediunidade?
- Sim, se os bons espíritos não me abandonarem.
- Você não será desamparado, mas para isso é preciso que trabalhe, estude e se
esforce no bem.
- O senhor acha que estou em condições de aceitar o compromisso?
- Perfeitamente, desde que respeite os três pontos básicos para o serviço.
- Qual o primeiro ponto?
- Disciplina.
- E o segundo?
- Disciplina.
- E o terceiro?
- Disciplina, é claro. Temos algo a realizar. Trinta livros para começar.


O seu nome popularizou-se no Brasil pela psicografia do médium espírita, que assim descreveu um dos primeiros contatos entre ambos, em 1931, enquanto psicografava Parnaso de Além-Túmulo, a sua primeira obra mediúnica: "Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz."

Ao ser questionado sobre a sua identidade, o espírito teria respondido: "Descansa! Quando te sentires mais forte, pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espírita. Tenho seguido sempre os teus passos e só hoje me vês, na tua existência de agora, mas os nossos espíritos se encontram unidos pelos laços mais santos da vida e o sentimento afetivo que me impele para o teu coração tem suas raízes na noite profunda dos séculos…"

Em entrevista, Chico Xavier disse certa vez: "Emmanuel tem sido para mim um verdadeiro pai na Vida Espiritual, pelo carinho com que me tolera as falhas e pela bondade com que repete as lições que devo aprender".

No seu livro "De Amor e Sabedoria de Emmanuel", Clóvis Tavares assim definiu Emmanuel:

“ (...) A ele, alma de escol, ao seu espírito de organizador, de autêntico chefe espiritual, devemos a beleza, a luz, a pureza ortodoxa da prodigiosa produção mediúnica do fidelíssimo Chico Xavier, em que têm cooperado centenas de obreiros espirituais (...)

O retrato de Emmanuel
Foi feito um retrato do espírito Emmanuel pelo pintor mineiro Delpino Filho. Chico Xavier informou que o espírito não "posou" para o pintor. Na verdade, o artista foi auxiliado por um pintor desencarnado, que era amigo de Emmanuel. O médium afirmou que o retrato produzido é fiel ao benfeitor, quando na personalidade do senador romano Públio Lentulus Cornelius. O único detalhe que poderia ser corrigido no retrato se refere aos lábios, que são na realidade mais estreitos e masculinos. A pintura original se encontra na sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo, numa sala de preces, feita no quarto onde Chico nasceu, em 1910.


Reencarnações
A primeira reencarnação de Emmanuel na Terra de que se tem notícia data do século IX a.C. Seu nome era Simas, grão-sacerdote do templo de Amon-Rá em Tebas, no Egito. Foi reitor da escola de Tanis e pai da futura rainha Samura-Mat (Semíramis), do império da Assíria, da Babilônia, do Sumér e do Akad. Sua história se encontra no livro "Semíramis: a rainha da Assíria, da Babilônia e do Súmer", por Camilo Rodrigues Chaves.

A segunda se refere ao cônsul Publius Lentulus Cornelius Sura, conspirador e amigo de Sulla e Cícero, condenado à morte no ano de 63 a.C.

A terceira como Publius Lentulus Cornelius, um senador romano que viveu à época do Cristo, segundo declarações do médium mineiro. De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium as suas impressões, revelando-nos o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius, em vida anterior, Públio Lentulus Sura, no romance "Há dois mil anos". Públio luta pela sua Roma, não admitindo a corrupção e demonstrando integridade de caráter. Ao mesmo tempo, sofre durante anos a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem ama. Tem a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, escolhe a segunda. Desencarnou em Pompeia, no ano de 79, vítima das cinzas do Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.

A quarta como o escravo Nestório. Na obra Cinquenta anos depois, o personagem renasce em Éfeso, em 131, com o nome de Nestório. De origem judaica, é escravizado por romanos que o conduzem ao país de sua anterior existência. Nos seus 45 anos presumíveis, mostra em seu porte um orgulho silencioso e inconformado. Apartado do filho, que também fora escravizado, volta a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde a infância, é preso e, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte. Com os demais, ante o martírio, canta, de olhos postos no Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor de outrora, Lívia.

A quinta como Basílio, romano filho de escravos gregos que viveu em Chipre como liberto no ano de 233. Casou-se com a escrava Júnia Glaura e teve uma filha, porém ambas morreram precocemente. Posteriormente, adotou para si uma criança abandonada numa cesta, que mais tarde recebeu o nome de Lívia (há uma hipótese de que esta teria sido uma das reencarnações de Francisco Cândido Xavier, segundo informações de Arnaldo Rocha - amigo de longa data de Chico - onde afirma que o médium lhe deu esta informação), vivendo com ela até o fim de seus dias, onde fora torturado e morto. Mais detalhes são revelados no livro Ave Cristo, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier.

A sexta como são Remígio, bispo de Remis. Nasceu no ano de 439, em Lyon. De família nobre e religiosa, considerado o maior orador sacro do reino dos francos pela sua especialidade em retórica. Considerado como o apóstolo dos pagãos, nas Gálias, era conhecido pela sua pureza de espírito, e profundo amor a Deus e ao próximo. Desencarnou em janeiro de 535, as 96 anos de idade.

A sétima como o padre Manuel da Nóbrega.Segundo Francisco Cândido Xavier, em participação no programa "Pinga Fogo", da extinta TV Tupi, em 1971, Emmanuel teria sido, numa antiga encarnação, o padre português Manuel da Nóbrega. O deputado Freitas Nobre, teria declarado, em programa na mesma rede de televisão, na noite de 27 de julho de 1971, que, ao escrever um livro sobre o padre José de Anchieta, teve oportunidade de encontrar e fotografar uma assinatura de Manoel da Nóbrega, como "E. Manuel". Segundo o seu entendimento, o "E" inicial se deveria à abreviatura de "Ermano", o que, ainda de acordo com o seu entendimento, autorizaria a que o nome fosse grafado Emanuel, um "m" apenas e pronunciado com acentuação oxítona.

A oitava como Padre Damiano, no século XVII. Nascido em 1613, na Espanha, residiu em Ávila, Castela-a-Velha, onde oficiou na Igreja de São Vicente. Desencarnou em idade avançada no Presbitério de São Jaques do Passo Alto, no burgo de São Marcelo, em Paris. Alguns detalhes desta encarnação constam no livro Renúncia, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier.

A nona como Jean Jacques Turville, no século XVIII, na França. Foi educador da nobreza e prelado católico romano no período anterior à Revolução Francesa, vivendo no norte da França. Fugiu à ferocidade revolucionária, indo para a Espanha onde viveu até a morte.

A décima como Padre Amaro, um humilde sacerdote católico romano, entre os séculos XIX e XX. Viveu no Brasil, no estado do Pará. Posteriormente foi ao Rio de Janeiro, onde se dedicou à pregação do Evangelho de Jesus, tendo inclusive contato com o Dr. Bezerra de Menezes. Há uma mensagem psicografada por Chico intitulada Sacerdote católico que fui onde Emmanuel descreve com detalhes o processo de sua desencarnação nesta existência ..

A carta de Publius Lentulus Cornelius
Foi encontrada uma carta do senador Publius Lentulus Cornelius nos arquivos do Duque de Cesadini, na cidade de Roma, enviada pelo senador em Jerusalém, na época de Jesus, que havia sido endereçada ao imperador romano Tibério César.

Nela, há uma descrição física e moral de Jesus feita pelo senador. A carta é a seguinte

“ Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, existindo nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado o profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do céu e da terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto, e há tanta majestade no rosto, que aqueles que o veem são forçados a amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor amêndoa bem madura, são distendidos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.

Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos nazarenos, o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face, de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.

A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio, seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos expressivos e claros, o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade.

Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços e as mãos muito belos; na palestra, contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele se aproxima, verifica-se que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo, jamais, visto por estas partes uma mulher tão bela, porém, se a majestade tua, ó César, deseja vê-lo, como no aviso passado escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de mandá-lo o mais depressa possível.

De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram.

Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de Tua Majestade; eu sou grandemente molestado por estes malignos hebreus.

Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles eu o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à tua obediência estou prontíssimo, aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido.

Vale, da Majestade Tua, fidelíssimo e obrigadíssimo...

—Publius Lentulus, presidente da Judéia. Lindizione setima, luna seconda

Nova Reencarnação no século XXI
No início do século XXI, segundo informações do próprio Chico, Emmanuel reencarnou em uma cidade no interior de São Paulo, segundo informações da Sra. Suzana Maia Mousinho, amiga do médium desde 1957, na qual este a teria confidenciado tal fato.

A informação do reencarne de Emmanuel também já foi informada em diversas outras ocasiões. No livro Entrevistas [18], no ano de 1971, Chico afirmou que "Ele (Emmanuel) afirma que, indiscutivelmente, voltará à reencarnação, mas não diz exatamente o momento preciso em que isto se verificará. Entretanto, pelas palavras dele, admitimos que ele estará regressando ao nosso meio de espíritos encarnados no fim do presente século (XX), provavelmente na última década".

Na pergunta de número 33 do livro A Terra e o Semeador , o médium disse: "Isso tem sido objeto de conversações entre ele (Emmanuel) e nós. Ele costuma dizer que nos espera no Além, para, em seguida, retornar à vida física".

Outra informação, que consta no livro Lições de Sabedoria, foi obtida através da pergunta de Gugu Liberato: "É verdade que o espírito Emmanuel, que lhe ditou a base do Espiritismo prático no Brasil, se prepara para reencarnar?". Chico então respondeu: "Ele virá novamente, dentre pouco tempo, para trabalhar como professor".

D. Suzana Maia Mousinho e sua nora, D. Maria Idê Cassaño, afirmaram que em outubro de 1996, Chico revelou a ambas que Emmanuel começou a se preparar para seu reencarne no ano de 1996. Posteriormente, Sônia Barsante, frequentadora do Grupo Espírita da Prece, afirma que num certo dia do ano 2000, Chico havia entrado em transe mediúnico, e ao regressar, afirmou que havia ido em desdobramento até uma cidade do Estado de São Paulo, onde pôde presenciar o nascimento de um bebê, Emmanuel reencarnado e ainda afirmou que "todos iríamos reconhecê-lo" .

http://pt.wikipedia.org/wiki/Emmanuel_(esp%C3%ADrito)
Imagem: http://evangelizacao-infantil.blogspot.com/2010/11/aula-emmanuel.html

André Luiz



André Luiz é o nome atribuído pelo médium Chico Xavier a um dos espíritos mais frequentes em sua obra psicografada.

No movimento espírita, há quem sustente que, em sua última encarnação, teria sido um médico brasileiro residente no Rio de Janeiro, e entre esses, citado o nome de Oswaldo Cruz. Existe uma teoria que afirma que o médico carioca que assina como André Luiz, se chamava Dr. Faustino Esposel[1]. Este médico também fora, por dois mandatos na década de 1920, presidente do Clube de Regatas Flamengo.

O parapsicólogo padre Oscar González Quevedo chegou a afirmar que o próprio espírito teria se identificado como "Cruz".

Uma leitura atenta de Nosso Lar, aliada a algum conhecimento da biografia do cientista brasileiro, levará à constatação de que são personalidades distintas uma da outra. André Luiz fora filho de um comerciante, enquanto que Oswaldo Cruz era filho de Bento Gonçalves Cruz, médico veterano da Guerra da Tríplice Aliança. Adicionalmente, recorde-se que Oswaldo Cruz desencarnou em 1917, vítima de insuficiência renal, sendo que André Luiz desencarnou em decorrência de oclusão intestinal e, tendo passado "mais de oito anos" nas regiões umbralinas, estava ainda se adaptando à vida em Nosso Lar, para onde acabara de ser levado, quando recebeu a notícia de que era agosto de 1939. Portanto, deve ter desencarnado por volta de 1929 ou 1930.

Na obra Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, do mesmo médium, afirma-se que Oswaldo Cruz teria sido a última encarnação de Estácio de Sá.

Segundo uma outra opinião dos espíritas brasileiros, André Luiz teria sido o também médico Carlos Chagas, este falecido em 1934, Contudo dados biográficos do cientista e da entidade também não conferem. Carlos Chagas falecera motivado por um enfarto, e seu pai falecera quando este possuía apenas 4 anos de idade, diferente do relatado em seus livros, quando se remete ao convívio com seu pai durante a juventude. Também não se deve esquecer que vários pormenores das obras de André Luiz foram preventivamente alterados.

Obras de André LuizLivros psicografados por Chico Xavier que são assinados por André Luiz:

Coleção A Vida no Mundo Espiritual

Nosso Lar
Os Mensageiros
Missionários da Luz
Obreiros da Vida Eterna
No Mundo Maior
Libertação
Entre a Terra e o Céu
Nos Domínios da Mediunidade
Ação e Reação
Evolução em Dois Mundos
Mecanismos da Mediunidade
Sexo e Destino
E a Vida Continua...

Outras obras
Agenda Cristã
Conduta Espírita
Desobsessão

Observação
Todas essas dezesseis obras eram agrupadas sob o título geral de Série André Luiz.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Andr%C3%A9_Luiz_(esp%C3%ADrito)